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Ecos da COP em café da manhã de São Paulo

As conselheiras Iêda Novais e Celina Carpi foram as anfitriãs de um animado café da manhã, dia 16 de dezembro, em São Paulo. A proposta foi compartilhar a experiência vivenciada na COP 21 pelo grupo da Rede de Mulheres que participou da Conferência do Clima e conversar sobre as perspectivas futuras para a ação da Rede.

O resultado foi tão bom que algumas das questões levantadas serão aproveitadas para o encontro que vai acontecer em janeiro, no Rio, com o mesmo objetivo. E, quem sabe inspire outros encontros, em cidades fora do eixo Rio-São Paulo, organizados por integrantes da Rede.

Na reunião de São Paulo, Tania Cosentino, Tatiana Trevisan, Sonia Favaretto, Sheila Magri e Celina Carpi, que estiveram na COP deram seu testemunho. Também estavam presentes, além da anfitriã Iêda Novais, Daniela de Fiori, Consuelo Yoshida, Luciana Cezar Coelho, Gudrun Messias, Roberta Simonetti, Tatiana Lima, Rosana Jatobá, Sonia Hess e Fernando Figueiredo, da Schneider- Electric.

Tania disse que a grande conquista da COP 21 foi o piso de 1,5° C refletida no acordo dos países. Para ela, as batalhas que terão que ser ganhas são a da transparência, do monitoramento do piso, do financiamento e da revisão quinquenal das metas.

Celina falou sobre vários painéis de que participou e afirmou que sonha com homens e mulheres compartilhando a liderança de forma inovadora. “Na COP 21 ficou evidente que a network das negociadoras mulheres, como o da Ministra Izabella, ajudou a melhor definir as pautas. O desafio do trabalho pós-COP será de tradução, articulação política e implementação”.

Celina apresentou, também, a contribuição de Rachel Bidermann, que não pôde estar presente e para quem as mulheres são as articuladoras dos acordos políticos. Ela recomenda se trabalhar a participação dos jovens, que querem orientação nas questões de sustentabilidade.

Os três pontos que mais agradaram Sonia Favaretto foram o piso de 1,5°C, a condição vinculante e a revisão quinquenal. Ela contou que a Febraban criou uma comissão intrassetorial para implementar novos mecanismos financeiros, com reuniões a cada três meses, e convidou a Rede de Mulheres para participar desta comissão.

A primeira COP a gente nunca esquece. Sheila Magri tem certeza disso e diante de tantas opções, focou nos eventos com temática de Gênero onde destacou a presença das mulheres africanas e alguns cases emblemáticos.


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