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Rede de Mulheres no caminho certo com a iniciativa 1 Milhão de Painéis Solares

Várias ações mostram que a Rede está no caminho certo e em sintonia com as melhores práticas, no Brasil e em outros países.  O Greenpeace lançou na última semana o webdocumentário “Sol de Norte a Sul” (soldenorteasul.org.br), uma plataforma virtual com fotos, vídeos, textos e infográficos que reúne iniciativas, benefícios e desafios para o crescimento da energia solar fotovoltaica no Brasil. O propósito é traçar um panorama desse tipo de energia no país e receber indicações de internautas sobre outros pontos de geração de eletricidade até agora não mapeados.

Cerca de mil sistemas já foram instalados no Brasil mas a ONG acredita que com maior acesso à informação e ao crédito e redução nos impostos sobre equipamentos o país poderá atingir a meta de um milhão de sistemas em funcionamento até 2020. O primeiro passo será dado em março, quando entrará em vigor a resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinando novas regras para o setor e reduzindo o peso de tributos como o ICMS, PIS e Cofins sobre a energia solar.

A intenção da Rede é de se articular com o Greenpeace já que as iniciativas são complementares. Tanto a Rede de Mulheres quanto o Greenpeace calculam um aumento significativo nos postos de trabalho caso o potencial teórico de geração de eletricidade seja aproveitado no país. A Rede tem enfoque específico no engajamento de mulheres como parte interessada nas mudanças climáticas e em soluções sustentáveis, estimulando o empreendedorismo e capacitando mulheres para empregos mais técnicos e qualificados como a instalação e a manutenção dos equipamentos.

 

Solução energética promove geração de empregos em Bangladesh 

Um exemplo de iniciativa de sucesso é a da Grameen Shakti, entidade privada sem fins lucrativos que já apoiou a instalação de mais de um milhões e meio de sistemas solares em residências e beneficiou cerca de 18 milhões de habitantes de áreas rurais em Bangladesh (foto).

Criada em 1996 com o objetivo de promover tecnologias de energia renovável a preços acessíveis para a população rural de Bangladesh, a organização tem causado um impacto considerável na melhoria das condições de vida e na proteção do meio ambiente no país.

Os engenheiros da Grameen Shakti também costumam ser chamados de engenheiros sociais. Além de capacitar mulheres para atuar como técnicas e oportunizar empregos, a promoção da solução energética chega à população através de demonstrações e visitas porta a porta, reuniões com líderes das comunidades locais, distribuição de material informativo, e de workshops para tomadores de decisão em nível nacional.

Cerca de 60% da população de Bangladesh não possui acesso à rede nacional de eletricidade e o restante da população tem seu acesso à energia limitado pelos déficits crônicos de abastecimento, o que resulta num grande impedimento para o avanço no desenvolvimento econômico do país e na qualidade de vida dos bengaleses.


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