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BNDES aumenta crédito para energia solar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (03) que cortará o financiamento a usinas termelétricas movidas a carvão mineral e a óleo combustível, as que mais emitem gases de efeito estufa. A decisão faz parte da nova política de financiamento para o setor elétrico, e vale para os próximos leilões de energia.

O banco aumentou sua participação máxima em projetos de energia solar, com extensão do crédito em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), forma de financiamento que oferece juros subsidiados, inferiores à taxa básica) de 70% para 80%. Foram mantidos os percentuais de 80% e 70%, respectivamente, para projetos de eficiência energética e para fontes de energia renovável mais consolidadas – eólica, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas e cogeração.

Em entrevista coletiva, a superintendente de Infraestrutura e Sustentabilidade do BNDES, Marilene Ramos, ex-presidente do Ibama, explicou que a nova política está de acordo com vontade do governo de atuar em linha com os compromissos de baixa emissão de gases de efeito estufa assumidos no Acordo de Paris.

“Nossa participação vai buscar privilegiar, dentro dos públicos de TJPL, aqueles projetos que tragam maior retorno social e ambiental. E buscar atrair financiamento privado para aqueles setores que consideramos mais propensos a atrair investimentos”, afirmou Marilene. 


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