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Eleições municipais refletem desigualdade de gênero na política

A equidade de gênero está longe de ser alcançada na política brasileira. O país elegeu apenas uma mulher no primeiro turno em capitais nas eleições municipais realizadas no último domingo: a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB). Rose Modesto (PSDB) disputa o segundo turno em Campo Grande e Ângela Amim (PP) em Florianópolis.

Ao todo, 2.105 mulheres concorriam aos cargos de prefeitas em todo o Brasil. Mas dos 5.506 candidatos que foram eleitos prefeitos no primeiro turno, apenas 637 são mulheres, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa, no entanto, foi a segunda eleição municipal em que a cota feminina determinada pela Lei das Eleições foi cumprida. Ao todo, disputaram 158.453 candidatas, que representavam 33% das inscrições. A cota eleitoral de gênero, que tem por objetivo garantir uma maior participação das mulheres na vida política do país, pede o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidatos do mesmo gênero sexual do total dos registrados por um partido ou coligação. Até 2008, o mínimo de vagas deveria ser apenas "reservado", não necessariamente preenchendo essas vagas. A Resolução 23.373/2011 do TSE trouxe a modificação estabelecida na minirreforma eleitoral (Lei 12034/09).

Apesar de representarem 53% dos mais de 144 milhões de eleitores, as mulheres ocupam hoje apenas 10% das prefeituras e 12% dos vereadores nas câmaras municipais. 


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