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Começa em Marrakesh a COP de Clima

Duas grandes notícias, uma boa e uma ruim, permeiam o início da Conferência das Partes sobre Cima, COP 22, hoje (7/11) em Marrakesh.  A boa é que começou a valer no último dia 4 de novembro o acordo de Paris, menos de um ano depois de ter sido fechado na capital francesa por 195 países. A ruim é que relatório da ONU Ambiente (Pnuma) lançado um dia antes do acordo começar a valer apontou que o mundo precisará fazer um corte adicional de 25% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, em relação ao que já estava previsto. 
 
A rápida entrada do acordo em vigor foi uma surpresa geral. Quase cem países já ratificaram o acordo, que estava previsto inicialmente para começar a valer em 2020. O Planeta não pode mesmo esperar já que, considerando o ritmo atual de emissões de gases de efeito estufa, o mundo esquentará cerca de três graus, até 2100, segundo o relatório da ONU. 
 
Vale lembrar que o Brasil foi protagonista no acordo de Paris. A presidente de Honra da Rede de Mulheres, Izabella Teixeira, foi facilitadora no grupo que tinha o maior impasse da conferência: a diferenciação dos compromissos dos países ricos e pobres. Um ano depois, entretanto, o Brasil leva na bagagem para a COP de Clima o constrangimento pela controversa Medida Provisória 735/2016 que incentiva novas construções de termelétricas a carvão a partir de 2030, o que vai na contramão do compromisso brasileiro de redução de emissões. Um grupo de 21 organizações não governamentais pediu, em carta pública, que o presidente Michel Temer vete o artigo que trata das termelétricas. O ministro do Meio Ambiente, Sarney filho, reiterou o pedido. 

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